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Breve histÓrico das pesquisas de vacinas anti-HIV no Brasil
Desde a identificação do vírus da imunodeficiência humana (HIV), o agente etiológico da Síndrome de Imunodeficiência Humana (AIDS), em 1983, tornou-se possível o desenvolvimento de uma vacina. Muitas têm sido, no entanto, as iniciativas e os desafios experimentados neste campo de pesquisa.
Em 1992, havia mais de 10 fabricantes envolvidos no desenvolvimento de ensaios clínicos com voluntários humanos em seus países de origem, em fases I e II de avaliação, envolvendo um total de mais de 1000 pessoas. Pesquisavam-se as chamadas vacinas profiláticas que visam prevenir a infecção, daí estarem sendo avaliadas em indivíduos HIV-negativos, e as vacinas terapêuticas, que se propõem a impedir a evolução do estágio de infectado para o estágio de doente, daí o seu uso em pessoas HIV-positivas.
Identificava-se naquele momento que devido a diversidade do HIV, a variabilidade genética das diferentes populações e as características epidemiológicas regionais, tornava-se necessário que testes de vacinas fossem aplicados em diferentes regiões do mundo para se verificar a eficácia das mesmas. |

Primeira imagem doi HIV-1 obtida
no Brasil e na América Latina.
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Para tal, se fazia necessária a capacitação técnico-científica de pessoal local.
No início da década de 1990, o Programa Mundial de AIDS da Organização Mundial de Saúde (UNAIDS/OMS) possuia as seguintes unidades: 1) diagnóstico; 2) clínica e terapêutica; 3) epidemiologia e comportamento social e 4) desenvolvimento de vacinas. A Unidade de Desenvolvimento de Vacina contra AIDS da UNAIDS era assessorada por um Comitê Coordenador, constituído de 10 indivíduos selecionados segundo reconhecimento internacional e obedecendo representatividade geográfica, que tem como principal objetivo dar suporte técnico ao Diretor Geral da OMS no estabelecimento de pesquisas prioritárias relacionadas ao desenvolvimento de vacinas para prevenir a infecção ou a progressão da doença. Entre as funções específicas do Comitê, tem-se a identificação científica de pesquisas propostas, identificação de necessidades e sugestão de meios para reforçar a capacidade de pesquisa. Ainda é função desta unidade formular, baseada em rigorosos critérios éticos e científicos, políticas e estratégias para o desenvolvimento de vacinas.
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Fontes:
Dossiê Vacinas - Número 01 - Abril de 1992; Boletim Vacinas Anti-HIV números 1 (janeiro e março de 1995), 2 (junho de 1995), 3 (agosto de 1995) e 4 (outubro de 1999).
A EPIDEMIA DA AIDS ATRAVÉS DO TEMPO - FIOCRUZ (http://www.ioc.fiocruz.br/aids20anos/linhadotempo.html)
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